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Tipos de intercâmbio: 13 opções de cursos no exterior

Em 2018, 365 mil estudantes brasileiros embarcaram para fazer algum curso ou intercâmbio no exterior. Existem várias formas de estudar no exterior, desde cursos de duas semanas até os graus acadêmicos mais avançados como doutorado. Confira neste post 16 tipos de intercâmbio e cursos no exterior incríveis!

Tipos de Intercâmbio: Programas Acadêmicos

1) High School

O programa de High School no exterior é um dos programas mais antigos de intercâmbio. Ele surgiu por meio de organizações civis como o Rotary Club após a Segunda Guerra Mundial.

O intercâmbio de High School pode ser contratado por meio de agências, que farão a intermediação com escolas públicas. O estudante pode se matricular diretamente em escolas particulares. E ele também é oferecido por organizações como Rotary e AFS. O estudante pode cursar o primeiro, segundo, terceiro anos do Ensino Médio. Outra opção é ir ao final do EM e estudar um semestre a mais (Europa, EUA ou Canadá).

high school no exterior intercâmbio

No intercâmbio High School, o adolescente pode estudar por um semestre ou um ano em um colégio no exterior. Em muitos casos o estudante cumpre o calendário acadêmico, fazendo provas e obtendo a revalidação dos estudos ao retornar ao Brasil. Optando por escolas particulares poderá estudar entre 3 meses aos 4 anos completos do Ensino Médio.

Na maioria dos casos os estudantes de High School ficam acomodados em casas de família. Também existe a opção de ficar hospedado no campus de algumas escolas. O tipo de escola, se pública ou particular, duração, custos e acomodação varia conforme o destino escolhido. Os destinos mais populares entre os brasileiros são: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Inglaterra e Suíça.

2) Graduação

Estudar a graduação completa no exterior pode ser muito interessante do ponto de vista curricular e profissional. Mais do que apenas um dos tipos de intercâmbio é a obtenção de um grau completo no exterior. Do ponto de vista curricular muitos países tem procurado se destacar em diferentes áreas do conhecimento. Existem cursos superiores no exterior que estão bem conectados com as demandas profissionais do futuro.

Já do ponto de vista profissional, fazer a Graduação no Exterior beneficia a uma enorme quantidade de estudantes, de diferentes áreas de estudo, para construir competências e ter rede de contatos em vários países. Não que isso não exista no Brasil, mas estudar no exterior sempre trará benefícios extras.

Agora, falando no seu bolso. Pode ser caro, mas é possível conseguir bolsa para a graduação em universidades americanas ou britânicas como Harvard e Oxford. Esta opção nem sempre está ao alcance de todos. Universidade de renome são muito competitivas e exigem um application muito alinhado ao perfil da universidade.

Existe também a possibilidade de estudar a graduação em países onde as universidades públicas são gratuitas como Argentina e Alemanha. Já em Portugal, Espanha e Itália as universidades custam menos que universidades particulares aqui como Portugal, Espanha e Itália.

Alguns processos de candidatura para a graduação no exterior são complexos. Muitas vezes será necessário se preparar para as provas de admissão ou teste de línguas. Hoje, já é possível encontrar muitos cursos preparatórios e livros no Brasil.

3) Intercâmbio na Graduação

Uma opção viável para estudantes de universidades públicas ou particulares brasileiras é fazer intercâmbio durante o seu curso de graduação. Nele o estudante pode estudar por um tempo em uma instituição de ensino superior parceira no exterior. Os responsáveis por organizar este tipo de intercâmbio são a coordenação de curso. Também podem ser organizados pela assessoria de relações internacionais da sua faculdade.

Se quiser fazer um intercâmbio de graduação se informe sobre os requisitos para participar logo no início do seu curso. Em alguns casos a universidade aprova somente alunos com uma média pré-esipulada ou certo nível de proficiência em idioma estrangeiro. Então, quanto antes souber os requisitos, mais tempo você terá para se preparar. Por haver acordo entre as universidades, a validação de créditos cursados é possível. Devem ser cursadas disciplinas equivalentes e recomendadas pela coordenação de curso.

graduação no exterior

No caso do intercâmbio de graduação é importante verificar se há reciprocidade de tarifas. Caso contrário, será necessário pagar as tarifas universitárias durante o intercâmbio, seja para a sua universidade de origem ou para a universidade que está te recebendo. Além disso, programe-se para custear sua estadia, alimentação e transporte.

Você pode também fazer intercâmbio na graduação como free-mover ou visiting student. Neste caso você terá que trancar a sua faculdade e encontrar um faculdade no exterior que possa te receber como estudante temporário. Este é um tipo de intercâmbio é bastante desconhecido do público brasileiro, mas muito comum nos EUA e Europa.

4) Diploma Duplo

Neste tipo de Graduação, o estudante faz parte da faculdade aqui no Brasil e parte em universidade parceira no exterior. Sendo assim o estudante que concluir com sucesso as duas etapas da graduação obtém dois diplomas um brasileiro e outro de sua universidade no exterior.

A oferta deste diploma duplo têm crescido no mundo todo, especialmente na Ásia. São poucas as universidades brasileiras que oferecem Duplo Diploma no Brasil entre elas USP, UFRGS, Unesp, UFRJ, FGV e Puc-RJ. A grande maioria delas oferece este tipo de curso em engenharia mas ainda há cursos em economia, psicologia, administração, direito e telecomunicações.

5) Pós-graduação

A pós-graduação no exterior varia muito conforme o país de escolha ou o tipo de grau desejado. Em linhas gerais o que encontramos com mais frequência são Especializações, Mestrados e Doutorados.

mestrado no exterior, doutorado no exterior

Para pós-graduação no exterior exige-se um alto nível de domínio do idioma de instrução. Se este não for o inglês, é recomendável ter inglês avançado pois muita literatura de referência e produção científica está nesta língua. São amplos os campos de conhecimento e pesquisa que poderão ser estudados e desenvolvidos no exterior.

5.1) Especialização

As especializações podem durar entre 3 meses a um ano, sem quaisquer requisitos especias de admissão além da graduação concluída. De forma geral tendem a ser cursos mais caros pois vão pontuar um tema corrente e específico. Em contra-partida por ter uma duração menor você gastará menos com acomodação e hospedagem e pode até negociar um afastamento temporário do seu trabalho no Brasil e retornar.

5.2) Mestrado

Para o mestrado, um grau que pretende desenvolver um nível avançado de análise, avaliação crítica e aplicação profissional de um tema de estudo, exige-se uma candidatura mais específica. A candidatura varia conforme o programa e a universidade. Na maioria dos casos não necessita de apresentação de projeto de pesquisa antes do início do programa.

As candidaturas para mestrado no exterior exigem uma carta de motivação. Outros requisitos são teste de idiomas, cartas de recomendação, currículo e provas de conhecimentos com o GRE e o GMAT. Tem outros textos aqui no blog que explicam sobre estes requisitos.

Os mestrados no exterior são excelentes para profissionais que querem dar um gás na carreira. Quem quer mudar de rumo pode estudar um novo assunto ou ingressar na vida acadêmica. Para quem quer renovar os ânimos, adicionar novos conhecimentos e ampliar o networking fazem parte do “pacote”.

5.3) Doutorado

No doutorado, o grau mais alto de especialização acadêmica, onde deve-se desenvolver um projeto original de pesquisa e elaboração de uma tese. É necessário candidatar-se ao programa com um projeto de pesquisa delineado.

É muito comum que o doutorado seja subsidiado e os pesquisadores podem se candidatar a diverso tipo de bolsas. A candidatura para o doutorado é realizada, muita vezes, diretamente com o departamento de pesquisa.

As possibilidade de uma carreira acadêmica internacional são reais para quem faz doutorado no exterior. Além disso, fazer doutorado fora ajuda na produção científica brasileira e estimula a troca de conhecimento e mobilidade dos pesquisadores.

6) Curso Técnico

Alguns países como Canadá e Nova Zelândia, por exemplo, oferecem pontos de imigração para estudantes que obtenham qualificação profissional em áreas do conhecimento que estão em falta.

Os cursos técnicos duram de 1 a 3 anos e focam em habilidades técnicas de aplicação imediata no mercado de trabalho. Não necessariamente as áreas em que há falta de profissionais garantirão empregos. Também não é possível afirmar que caso você deseje estudar um curso em outra área não conseguirá emprego ou direito à imigração.

Para consultar a lista de profissões em falta entre nos sites oficiais de cada país e pesquise as profissões, depois disso pesquise os cursos técnicos oferecidos por lá. Consulte também as condições para imigração que normalmente são: faixa etária, fluência no idioma, experiência de trabalho na área e ter o valor para pagar pelo curso.

Tipos de Intercâmbio: Programas Culturais

7) Idiomas

Os programas de estudos de idiomas no exterior são uma das formas mais populares de intercâmbio. Hoje é muito fácil encontrar agências especializadas e escolas de idiomas que têm representantes no Brasil. Também é possível contratar tudo pela internet diretamente com escolas no exterior.

Os destinos para estudar idiomas são os mais variados, de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Aprender o idioma onde ele é oficial sempre vale a pena. A duração do programa de idiomas é variável, a partir de duas semanas, com várias datas de início durante o ano.

8) Idiomas por idade

Algumas escolas têm programas de idiomas específicos por idade ou perfil. Bons exemplos são turmas Kids, para crianças a partir de 7 anos viajando desacompanhadas dos pais; Teens, para adolescentes a partir de 11 anos; Family, para famílias com crianças a partir de 5 anos; Programa 30+ e Programa 50+, para adultos que querem iniciar ou retomar os estudos de um idioma no exterior.

9) Idiomas para profissionais

Os programas de idiomas para profissionais é um dos tipos de intercâmbio que mais agrada ao público acima dos 30 anos. Eles oferecem a possibilidade de expansão de vocabulário técnico-profissional e em muitos casos o desenvolvimento de competências relacionadas ao uso do idioma na profissão como técnicas de apresentação, condução de reuniões e desenvolvimento de networking com outros profissionais da mesma área.

Alguns exemplos de programas de idiomas para profissionais são English for Academic Purposes, Legal English e Aviation English, mas não se esgotam aí. Com uma pesquisa minuciosa é possível encontrar ou montar um programa personalizado em qualquer área profissional e qualquer idioma, proporcionando imersão e desenvolvimento profissional para que o estudante possa evoluir em sua carreira.

10) Preparatórios para testes

Curso Preparatório para Exames: TOEFL, IELTS, GRE, GMAT, SAT, ACT, TCF, Teste DaF, Delf, DELE, SIELE… E qualquer outra sigla que represente um exame necessário para entrar em uma universidade no exterior pode ter um curso preparatório oferecido no exterior.

A vantagem em fazer cursos preparatórios no exterior é que o estudante está em imersão e em alguns casos pode se afastar um pouco das distrações que a sua vida “normal” no Brasil traz e focar na preparação.

A desvantagem em fazer cursos preparatórios no exterior é o custo, in-loco é preciso arcar com os custos de investimento no curso, acomodação, alimentação, passagem aérea e outros custos associados a esta viagem.

Hoje já podemos encontrar no Brasil excelentes programas de preparação testes presenciais e on-line, a escolha entre fazer o preparatório aqui e no exterior depende do orçamento disponível, tempo de dedicação e método preferido.

Tipos de Intercâmbio: Programas de Trabalho

11) Work and Travel

Entre os vários tipos de intercâmbio este é uma opção viável para quem está com a grana mais curta e na faixa etária entre 18 e 30 anos é tentar um dos vários programas de trabalho remunerado no exterior. Eu mesma, quando estava na faculdade, fiz o programa de trabalho de férias na Disney World.

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Eu e as minhas colegas de apartamento.
Programa de Work and Travel – Disney International College Program

É importante lembrar que a maioria destes programas de trabalho no exterior são organizados por agências de intercâmbio e que há também a possibilidade de fazer alguns deles sem agências. É mais importante ainda ficar atento ao tipo de programa, legalidade da atividade no país, tipo de visto correto e se as informações que estão sendo passadas por famílias (host family) ou empresas são seguras e verdadeiras.

Entre todos os tipos de intercâmbio ou estudos no exterior citados neste post é aqui nesta opção que mais problemas podem ocorrer. Para não cair em golpe não se apresse para fechar nada que você não esteja checando bem a fundo e tudo muito bem documentado por email como nomes, telefones de contato além de contratar um seguro viagem.

12) Au Pair

Au Pair: é um programa de duração de 6 meses a um ano em que a pessoa se hospeda em uma casa de família com crianças, ou em alguns casos com idosos, e realiza os cuidados e atividades diárias. É um programa de imersão cultural remunerado. Nas horas de folga, as Au Pairs podem estudar e viajar.

Os países que tem a melhor estrutura para o programa de Au Pair são: Estados Unidos, Canadá, França, Áustria, Alemanha e Holanda. Muitas famílias ou até mesmo o programa pede exclusivamente por mulheres, mas há opção para homens também.

13) Work and Study

O intercâmbio de Work and Study é um dos tipos de intercâmbio de trabalho e estudo mais procurados por quem está com a grana mais curta. Há países que só oferecem este tipo de programa para alunos universitários matriculados nas universidades do país, como EUA, Alemanha, França por exemplo. Há países como a Irlanda e a Austrália em que estudantes dos cursos de idiomas também podem trabalhar e estudar.

Alguns países fazem restrição quanto ao tipo de trabalho que o estudante pode executar. Nos EUA, por exemplo, o estudante universitário só pode trabalhar no Campus de sua universidade, até 20 horas semanais. Na Alemanha, os estudantes internacionais (sem o passaporte europeu) podem trabalhar até 180 horas por mês em turnos de meio período ou 90 horas por mês em turnos integrais.

Tipos de intercâmbio: qual escolher?

Neste post te apresentei 13 tipos de intercâmbio. Você já conhecia algum deles? Já fez algum dos intercâmbios ou cursos no exterior que listei? Qual você quer fazer?

intercâmbio, graduação no exterior, mestrado no exterior

Só pra revisar tudo, neste post falei de:

  • High School
  • Graduação
  • Diploma Duplo
  • Pós-graduação (mestrado, doutorado e especialização)
  • Curso Técnico
  • Idiomas
  • Idiomas por idade
  • Idiomas para profissionais
  • Preparatórios para Testes
  • Work and Travel
  • Au Pair
  • Work and Study

Este foi só um aperitivo das informações completas que o Viajar pra Estudar vai trazer sobre todos estes tipos de intercâmbio e programas de estudo no exterior. Se ficou alguma dúvida, comente aqui. Se você gostou ou gostaria de ver algo diferente, deixe o seu comentário que vou adorar saber.

Então, é isso aí! Um beijo e até a próxima.

PS: Salve a imagem abaixo no Pinterest para guardar este post.

13 tipos de intercâmbio

Brexit e os estudantes internacionais

Quais impactos traz o Brexit para os estudantes internacionais das Universidades britânicas?

A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) vêm sendo discutida calorosamente. Esta saída gera uma série de impactos na economia britânica, além de implicações práticas na vida de alguns estudantes brasileiros. São os estudantes brasileiros com passaporte europeu que estudam ou pensam em estudar no Reino Unido.

Anuidades e Taxas Acadêmicas

Os estudantes brasileiros que tem dupla nacionalidade europeia podem estudar por toda a Europa pagando o mesmo valor do que um cidadão comunitário. Infelizmente, as taxas de estudante internacional na Inglaterra podem ser até £ 15.000 por ano a mais do que as taxas anuais de estudantes domésticos.

O Departamento de Educação anunciou que os estudantes da UE que vão para cursos de graduação e pós-graduação nas universidades inglesas no ano letivo 2020-21 serão elegíveis para anuidades domésticas e empréstimos estudantis durante o curso, independentemente do Brexit.

A decisão significa que os estudantes da UE serão elegíveis para empréstimos estudantis sobre anuidades de £ 9.250 por ano para cursos de graduação na Inglaterra. Os cidadãos da UE que vivem à cinco anos no Reino Unido também são elegíveis para empréstimos de manutenção.

Infelizmente, as taxas de estudante internacional no Reino Unido podem ser até £ 15.000 por ano a mais do que as taxas anuais de estudantes domésticos. Estão entre as anuidades mais caras da Europa.

O governo escocês já havia anunciado em abril que os estudantes da UE seriam elegíveis para o status de estudantes domésticos. E a decisão de como o Reino Unido irá sair da União Europeia ficou adiada até o final de outubro. Se em outubro houver definição da saída será possível ter uma posição mais sólida de como serão as taxas, políticas de admissão e vistos para estudantes internacionais no futuro. Por enquanto, é preciso acompanhar o cenário a cada ciclo de admissões.

Vistos e Permissão de Residência

Outra implicação importante do Brexit é a necessidade de visto de estudos. Atualmente, o Reino Unido solicita o visto Tier IV para estudantes internacionais (incluem-se aí os brasileiros) estudarem cursos superiores nos países do Reino. Portadores de passaporte europeu não precisam de visto de estudante.

Com o Brexit, nada vai mudar para quem tem apenas o passaporte brasileiro, mas para que tem passaporte europeu é possível que o visto passe a ser exigido.

Uma outra implicação do Brexit é a questão de permanência no Reino Unido após os estudos. Neste momento, os estudantes da UE que optam por estudar no Reino Unido não sabem se ao final do seu curso poderão obter um visto para permanecer no país ou quais serão as condições que enfretarão no futuro.

Implicações do Brexit para os estudantes internacionais: Resumo

Portanto se você é brasileiro e tem dupla nacionalidade europeia saiba que em 2019-20 e 2020-21 você ainda pagará as mesmas anuidade dos ingleses, terá as mesmas condições de auxílio financeiro e não precisará de visto de estudos.

Se você não tem dupla nacionalidade aproveite o incentivo que as universidades britânicas estão dando para os estudantes internacionais e candidate-se a bolsas de estudo exclusivas.

Acompanhe com atenção às notícias sobre o Brexit para entender se você precisará de visto ou regularizar a sua situação como estudante após o anúncio.

Para quem se interessa por todas as questões técnicas implicadas sugiro consultar o site oficial da Universidades britânicas.

Visto de estudante para os EUA ficou mais caro

A partir de 24 de junho de 2019 as taxas do visto de estudante para os EUA ficarão mais caras. O anúncio do Departamento de Homeland Security ocorreu na quarta feira passada (22/05/2019).

De maneira geral os vistos para estudar nos EUA podem ser de 3 tipos F, J ou M. O F-1 é o visto acadêmico oferecido normalmente para cursos de idiomas, high school, graduação e mestrado. Já o visto J-1 é para programas de estudo e trabalho como doutorado, au pair, summer work&travel. Finalmente, M-1 é para cursos vocacionais como cursos técnicos, por exemplo.

Taxa para visto de estudante

A taxa do visto de estudante é composta, na verdade, por duas taxas: a taxa MRV e a taxa SEVIS. A taxa MRV para vistos F, J ou M permanece a mesma 160 dólares americanos. Já a taxa SEVIS sofreu alteração para a maioria dos programas.

  • Taxa SEVIS para F e M foi de 200 para 350 dólares americanos
  • Taxa SEVIS para J foi de 180 para 220 dólares americanos
  • Taxa SEVIS para J para au pair, summer work & travel, camp counselor permanece o valor de 35 dólares americanos

A taxa do visto é apenas uma das despesa com as quais o estudante precisa se preocupar na hora de estudar nos EUA. Outras despesas como tuition e living expenses devem ser consideradas na hora de pensar qual o custo total de estudar nos EUA.

É um pouco chato ter que lidar com esse tipo de surpresa, até porque é agora, nessa época, que os estudantes aprovados para estudar lá nos EUA no Fall de 2019 vão tirar seu visto. É super importante ter uma verba de emergência guardada para mudanças como essas, afinal sem visto de estudante é impossível viajar pra estudar nos EUA, certo?

Vou ficando por aqui! Um beijo e até a próxima!

Carta de Motivação: O Porquê?

Afinal o que faz uma boa carta de motivação para candidatura para a Graduação ou Pós-graduação no exterior?

o porquê é a parta mais importante da carta de motivação

Excelentes universidades pelo mundo solicitam uma carta de motivação como requisito de candidatura aos seus programas. A cada ano os programas de Bologna Università na Itália, Freie Universität Berlin na Alemanha, Sorbonne Université na França, Cambridge University na Inglaterra analisam a carta de motivação dos candidatos. E estes são apenas alguns exemplos. Na verdade, todos os bons programas querem entender melhor o que motiva seus candidatos para convocar os mais alinhados. Os que tem melhor condição de aproveitar os estudos e produzir resultados.

Carta de Motivação: breve definição

A carta de motivação, que em alguns casos também pode ser chamada personal statement, deve obrigatoriamente comunicar a motivação (óbvio… duh) pelo qual você escolheu se candidatar para esta universidade ou programa. Apesar de parecer algo óbvio, encontrar a real motivação da escolha de um programa de pós-graduação ou universidade no exterior nem sempre é fácil ou claro para muitos candidatos.

É importante lembrar que a carta de motivação também é pedida como parte do processo seletivo para inúmeros programas de graduação no exterior, programas de verão, bolsas de estudos, pesquisa universitária, intercâmbio e até mesmo estágios no Brasil e no exterior. Portanto, o conteúdo deste post é útil para todo mundo que precisa escrever uma carta de motivação, em qualquer língua.

Carta de Motivação: As maiores dificuldades

Alguns candidatos a estudar no exterior começam a escrever suas cartas com plena certeza de que esta carta será excelente uma vez que tem bons currículos, boas notas ou excelentes cartas de recomendação. Fazem um primeiro rascunho e percebem uma carta totalmente sem graça, sem vida… Outros candidatos nem conseguem começar a escrever as suas cartas pois simplesmente travam e não sabem o que escrever.

A grande razão pelas quais você se esforça tanto para escrever uma excelente a carta e, de repente, se sente sem inspiração para escrever ou então uma carta sai totalmente sem vida é que você não está começando pelo mais importante: o Porquê.

Simon Sinek: uma inspiração

Simon Sinek é um pensador da atualidade, escreve livros e dá cursos ajudando pessoas e empresas a encontrarem seu propósito. Conheci suas ideias há uns dois anos quando assisti a este TEDx Talk:

Simon Sinek, TEDxPuget Sound

Quando assisti a essa palestra senti uma verdadeira conexão com aquilo que ele estava falando. Ao longo dos anos já li muitas cartas de motivação, várias cartas superficiais (pra não dizer medíocres), outras cartas péssimas e poucas excelentes. Automaticamente percebi o que faz uma boa carta de motivação e uma ruim. Simon chama este conceito do círculo dourado e ilustra com um exemplo da Apple, a seguir.

comece pelo porquê

Comece pelo Porquê

A Apple desde sua criação pensou muito mais em seu porquê e isso definiu o seu como e o quê. A Apple descartou a ideia de ser mais uma empresa a produzir mais computadores, ou apenas desenvolver computadores bonitos. Ela sempre desafiou o mercado e trouxe inovação e quebra de paragdigmas, este é o seu porquê. Vejamos a seguir. Por quê: Tudo o que nós fazemos é desafiar o que está no mercado e fazemos pensando diferente. Como: Desenvolvemos produtos lindos e fáceis de usar. O quê: computadores, celulares, mp3 players, serviço de venda de apps e música…

Ao definir seus objetivos com um forte porquê a Apple teve um norte para revolucionar não só a indústria dos computadores mas também a música, influenciar novos hábitos e criar seguidores fiéis. Agora, o que a Apple tem a ver com o seu application? Simples, o comitê de admissão precisa entender o seu porquê para convocá-lo a participar do programa que você está se candidatando. Independentemente dos outros fatores da sua candidatura como notas, cartas de recomendação ou currículo. O que estou propondo aqui não é algo fácil de se fazer, pois envolve um mergulho bastante profundo no autoconhecimento.

Porquê = Autoconhecimento

O auto conhecimento também funciona para definir que tipos de programas te interessam ou que estão alinhado com o seu porquê. Afinal, o tempo é limitado e você não precisa e não deve perder tempo participando de seleções ou programas que não estão, verdadeiramente, alinhado com os seus propósitos, causas ou crenças.

Veja um breve resumo do livro “Comece pelo Porquê”de Simon Sinek.

As boas cartas de motivação conseguem articular claramente o porquê faz sentido aquele candidato integrar o programa ao qual ele está se candidatando. Elas mostram o seu propósito, causa ou crença pelo qual está motivado e dão pistas de como será o seu resultado obtido após o programa.

Costumo trabalhar com candidatos a programas no exterior que sabem que querem estudar no exterior ou num determinada universidade, sabem que devem escrever uma boa carta e que ela deve justificar o seu motivo de candidatura mas realmente não conseguem conexão com o comitê, falta química. Acredito que inconscientemente eles sabem os porquês sentem conexão com determinado curso ou universidade só não estão sabendo articulá-los clara e especificamente.

Carta de Motivação: Argumentos

Se a falta de química é a falta de um Porquê claro e específico. Então, como fazer para encontrar os argumento certos para desenvolver uma boa carta de motivação para estudar no exterior? A seguir alguns exemplos de perguntas que faço aos meus clientes para ajudá-los a enunciar seus porquês.

  • Por que você está se candidatando para este programa ou curso específico?
  • Por que esse é o momento certo para você se inscrever?
  • O que você espera fazer no futuro (ou seja, metas de carreira) e como elas estão conectadas com esse diploma?
  • Quais são os seus interesses específicos sobre este assunto? Você tem uma área específica que gostaria de pesquisar ou um tópico que gostaria de explorar?
  • O que há de tão especial no programa para o qual você está se inscrevendo? O que ele oferece a você? Mostre aqui que você pensou cuidadosamente sobre a universidade que está se inscrevendo e as pessoas que estão lá.
  • O que faz de você o candidato perfeito para este programa? É aqui que você fala um pouco sobre você, sua vida, suas experiências e suas habilidades. Mostre o que moldou o tipo de candidato que você é.
  • Qual foi a experiência pessoal que despertou a motivação para tal programa

Espero que o material que trouxe aqui ajude a dar um impulso na escrita de uma excelente carta de motivação. E que esta carta resulte na sua aprovação para o programa de graduação ou pós-graduação no exterior dos seus sonhos.

Entãoo ex é isso aí! Um beijo e até a próxima.

PS1: Salve a imagem abaixo no seu Pinterest para consultar sempre.

PS2: Se você quiser contratar a minha orientação para escrever a sua carta de motivação é só mandar um email para: [email protected]

Viaje nesta Leitura! Livros que indico para Estudar no Exterior

Amo ler e também uso muitos livros de apoio no processo para candidatura para Graduação e Pós-Graduação no Exterior. Estes são os livros que recomendo para quem quer se preparar para estudar no exterior.

Como Ingressar Numa Universidade Americana: E a Diferença que Isto Fará na Sua Vida

Emílio Costa escreveu este livro após acompanhar o processo de candidatura para graduação de seu filho na UCLA, nos EUA. O que mais gostei neste livro, é que Emílio que começou a escrever este livro como um pai leigo no assunto, buscou pesquisar excelentes fontes e compilou este livro de linguagem acessível e que explica muito sobre o complexo sistema universitário americano e a admissão nas universidades dos Estados Unidos.

Sou péssimo em inglês

Carina Fragozo não só é a mais popular professora de inglês do Youtube com o também é doutora em linguística. Eu a conheci em um evento e depois fui prestigiá-la no lançamento deste livro. O livro é de leitura rápida e fácil. Na minha opinião é um livro que pode ser lido por iniciantes e também pode ajudar a quem já entende ou domina o inglês ensinando estratégias efetivas ao aprendizado de inglês. Estas técnicas podem, inclusive, ser aplicadas a outras línguas.

The Official Guide to the TOEFL Test with DVD-ROM

Criado pela empresa ETS, a mesma que cria e distribui as provas do TOEFL, este livro é um investimento essencial para obter uma boa nota na prova do TOEFL. O maior motivo para isso é que ele vem com 4 simulados, uma quantidade bem razoável de prática e medição de progresso para quem tem nível avançado ou um bom fundamento de estudos para quem ainda está no nível intermediário de inglês e precisa do TOEFL para entrar em um programa universitário no exterior.

College Essay Essentials: A Step-By-Step Guide to Writing a Successful College Admissions Essay

Ethan Sawyer, mais conhecido como College Essay Guy, é consultor de admissão para universidades, como eu, e especialista em essays. Adoro usar os exercícios propostos por Ethan para ajudar a destravar a escrita de meus clientes e alunos. Se você tem que escrever essays de admissão ou cartas de motivação e sabe ler em inglês, faça um favor a você mesmo e compre este livro!

Este post vai ser constantemente atualizado com novas leituras e recomendações! Passe sempre por aqui… E você? Qual livro está usando como guia no processo de candidatura para estudar no exterior? Deixa uma dica aqui nos comentários.

Então é isso aí! Um beijo e até a a próxima!

Decidir Onde Estudar no Exterior – 4 Fatores Fundamentais

Decidir onde estudar no exterior é uma dúvida muito frequente entre quem quer #viajarpraestudar. Neste post trouxe o resumo de uma técnica que uso com clientes da minha consultoria. Esta técnica vai te ajudar a entender quais fatores tem mais peso na hora de definir país ou programa de #graduaçãonoexterior ou #pósnoexterior.

Entre tantas opções de países e cursos… Como escolher meu destino de estudos?

Estudantes conversando nos degraus de uma universidade estrangeira. Como decidir onde estudar no exterior?
Photo by Buro Millennial from Pexels

Costumo elencar quatro fatores mais importantes. São fatores que ajudam a dar clareza na hora de pesquisar o seu destino de Graduação ou Pós-graduação no Exterior. Você pode colocá-los em ordem de importância pra você, mas eu sugiro seguir a ordem do primeiro ao quarto. Fica mais fácil!

Entendo que o primeiro fator determina mais se você vai conseguir ou não estudar em um país estrangeiro. O quarto fator é o mais flexível. A ordem dos fatores acaba por obedecer a uma lógica. Você vai entender como decidir onde estudar no exterior assim que eu te apresentar os quatro fatores.

Contei esta técnica no vídeo a seguir. Depois do vídeo, continue lendo, a técnica está mais aprofundada na continuação do post.

Decidir onde estudar no exterior. Primeiro Fator – Idioma

Em primeiro lugar, na minha experiência, vem a língua. O idioma de ensino é o primeiro fator. É importante avaliar o seu desempenho no idioma estrangeiro para definir se você já está pronto para estudar em outra língua ou se vai dar tempo de se preparar. Você precisará saber ler, falar, escrever e compreender a língua do país de destino de forma satisfatória a cursar o ensino superior.

Não dá pra generalizar qual deve ser o nível de proficiência no idioma exigido por país pois isso é heterogêneo. O nível de proficiência exigido pode variar até mesmo entre cursos de uma mesma universidade. Mas é possível fazer testes on-line ou com professores ou escolas de idioma para ter uma avaliação. Com avaliação em mãos, comece a pesquisar as universidades que estão dentro do seu nível de aptidão com o idioma.

Exemplos e Dicas para o Idioma

Por exemplo, se você domina o inglês, sua primeira etapa será procurar universidades em países de língua inglesa ou programas ensinados nesta língua. Você poderá usar as ferramentas de busca que eu compartilhei neste vídeo aqui. Mas pode ser em qualquer língua que você domine, por exemplo francês, espanhol, alemão, chinês. Caso não domine, planeje tempo e recursos para se preparar. Se for para graduação no exterior, tem um truque bem bacana, aqui.

Não querendo sair muito deste assunto… Clique aqui se você quiser fazer um teste de inglês para conhecer o seu nível. E aqui tem o link para um preparatório de TOEFL e IELTS de excelente custo x benefício. Eu recomendo!

Decidir onde estudar no exterior. Segundo Fator – Investimento

O segundo fator mais importante na hora de decidir onde estudar no exterior é o financeiro. É impossível estudar no exterior se você não estiver se preparando para investir. Você precisa pesquisar e descobrir quanto custa morar e estudar nos países que estão naquela primeira lista (a do idioma.) Aí você vai descobrir quanto precisa juntar para investir nos estudos ou se existem bolsas de estudo disponíveis para custear os estudos nesse país estrangeiro, ou pelo menos parte.

Decidir onde estudar no exterior. Terceiro Fator – Estilo de Vida

Sabendo quais países ou locais cabem no seu bolso, vem o terceiro fator. Considero que a escolha de um estilo de vida é essencial para sua experiência. Você vai olhar pro estilo de vida desses países que ficaram lá naquela segunda fase de seleção, a financeira. Observando o estilo de vida de cada um desses países, cidades ou locais, você vai entender quais experiências de vida poderá desenvolver neste local. Juntando-se a exercícios de autoconhecimento que eu sugiro neste vídeo, você poderá escolher um estilo de vida parecido com o que já tem ou experiências completamente diferentes.

Exemplos e Dicas para o Estilo de Vida

Por exemplo, aqui no Brasil a gente não tem neve e se você que vai ser muito legal para você viver por um tempo num país que tem a neve, esse vai ser o seu critério. Mas se você não suporta o frio, descarte este local ou verifique as condições para enfrentar o inverno

Se você é uma pessoa super urbana, procure opções de universidades nas grandes cidades. Caso queira a experiência de um grande campus universitário, pode procurar localidade um pouco mais rurais. Mas se quiser faculdades grandes… Pequenas… Aí, já começa a entrar até uma seleção que pode incluir diferentes cidades, em vários países ou até diferentes tipos de universidades.

Decidir onde estudar no exterior. Quarto Fator – Seletividade

E para concluir, o quarto passo é observar como é a seletividade dos programas ficaram na última fase desse funil de seleção.Você deverá avaliar, consultando o site da universidade se o processo de admissão para o programa de graduação ou mestrado ou doutorado é exigente em termos de provas, currículo, documentação etc…

E você também vai se autoavaliar, para perceber se você tá precisando se preparar mais ou se você já tá no caminho certo para esse programa. Pode ser que você precise dar aquela polida nos seus conhecimentos antes da fase de seleção.

Resumindo

Os 4 fatores mais importantes para decidir onde estudar no exterior são:

  • Idioma. O idioma que você já sabe ou quer aprender determina onde você pode começar a sua busca por graduação ou pós-graduação no exterior.
  • Investimento. O investimento que você pode fazer ou as bolsas de estudos disponíveis confirmam quais destinos podem continuar na sua busca.
  • Estilo de Vida. O estilo de vida que você quer ter enquanto estuda vai eliminar os destinos de estudo que não tem a ver com você.
  • Seletividade. A seletividade vai te ajudar a manter na lista somente os programas para o quais você decidiu de se preparar.

Todo o acompanhamento neste processo de decidir onde estudar no exterior é justamente o meu trabalho. Você pode optar por contratar uma consultoria individual para que eu possa te acompanhar nesse processo, nesse funil, de definir o país e a sua universidade no exterior.

Se você quiser saber mais sobre a minha consultoria, pode mandar um e-mail para [email protected] .

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E também pode deixar um comentário aqui, que eu posso continuar conversando sobre isso com você. Ou nas minha redes sociais. Quais as suas maiores dúvidas sobre o processo de estudar no exterior?

Espero que esse post ajude quem está em dúvida de como decidir onde estudar no exterior. Com estas dicas vai ficar muito mais fácil descobrir qual país ou cidade você deve escolher para estudar.

Se você está lendo isso e gostou! Compartilha com seus amigos, com sua família e traz mais gente aqui para conhecer o blog.

Então, é isso aí! Um beijo e até a próxima!

O que é Viajar Pra Estudar?

Viajar pra Estudar é um blog criado para te inspirar a ir estudar no exterior e te ajudar com dicas e informações práticas sobre como se candidatar com sucesso para programas de Graduação e Pós-graduação no Exterior.

Estou trabalhando ara que em breve este site esteja recheado de informações para você. Enquanto isso você pode saber um pouco mais do meu trabalho em www.marinalhullier.com.br

7 dicas imperdíveis de um currículo para mestrado

Se você está se preparando para fazer um mestrado no exterior já deve ter reparado que o processo de candidatura é bem complexo e detalhado. Exige-se uma série de documentos, comprovações, fluência em determinada língua entre outras importantes coisas. Dentre essas importantes coisas destaca-se o currículo

O currículo para um mestrado tem suas especificidades e merece atenções pontuais. São detalhes que podem fazer a diferença na hora da seleção por parte da comissão de admissão. Trago nesse post 7 DICAS incríveis que vão trabalhar justamente nesses detalhes e vão fazer seu currículo para mestrado chamar atenção e destacar-se entre os demais. 


Vamos lá:


1- Seu Currículo para mestrado deve Enfatizar a Educação


Este não é um currículo para procurar emprego, então nele você irá detalhar experiências acadêmicas. Por ser uma candidatura internacional, enfatize e dê contexto para o nome da Universidade que você estudou, colocando mesmo em português, e, se for o caso, traduzindo de forma adequada o que for pertinente e relevante. O contexto lhe dirá o que traduzir, por exemplo: “Universidade Católica”. Acentos e caracteres especiais podem ser omitidos do nome em português. A fórmula que recomendo é colocar o nome original e em seguida e, se desejar, fazer uma tradução para a língua do país de destino. 
Dê detalhes como:  o ano de graduação (ou pós caso já tenha cursado), e disciplinas que tenha cursado e são relevantes na área do mestrado desejado. Falo mais sobre detalhes na dica seguinte. 

2- Inclua e detalhe atividades extras no seu currículo

Você pode (e deve) incluir sua participação ou realização de atividades como: pesquisa acadêmica, atividades de extensão universitária, trabalho voluntário e estágios.Dessa forma você dá força aos argumentos dos motivos pelos quais se interessa por determinados assuntos.Isso também ajuda para quem está querendo mudar de carreira e quer desenvolver os estudos em outra área. Por exemplo: se a pessoa que mudar o rumo de sua carreira e não possui experiência na nova área, poderá procurar atividades voluntárias em trabalhos que envolvam características e atividades dessa nova profissão. E não entenda trabalho voluntário apenas como ações sociais. Participar de eventos esportivos é um exemplo de voluntariado. Lembra dos voluntários que participaram das Olimpíadas? Pois é. 

3- “Show, don’t tell!”

Demonstre com a linguagem adequada os seus feitos e não aquelas palavras “clichê”, do tipo: “sou dinâmica(o)”, ou “sou um profissional organizado”. Descreva de forma mais viva e interessante o que você fez. Usar verbos de ação, mesmo sendo em português, expressa as suas realizações de forma mais verdadeira. Nesse sentido é mais valioso você contar o que fez do que colocar uma característica abstrata que, na leitura do currículo, não transmite nada ao selecionador.
Claro que pode-se usar essa dica para o inglês, e para auxiliar deixo um post do meu blog, que tem mais de 350 verbos de ação para facilitar a confecção do seu currículo. Clique aqui para ler.

4- Revise, procure e corrija erros de ortografia do seu currículo

O seu currículo será avaliado pela forma como foi escrito e demonstra para o avaliador um pouco de seus traços pessoais. Daí a importância de uma boa revisão e correção, mas essa tarefa necessita de alguém que tenha, no mínimo, bons conhecimentos da língua e sua estrutura. Existem ferramentas que são muito boas e muitos confiáveis, e uma que uso diariamente é a Grammarly. Ela não substitui o trabalho de um editor ou um revisor de textos, por exemplo, mas para quem vai fazer pós em inglês e terá que escrever personal statements (e quando admitido terá que redigir artigos, trabalhos e e-mails para colegas e professores), ela é uma grande aliada. Trata-se de um corretor ortográfico on line, em inglês, que pode ser adaptado ao Word da Microsoft e também no Mac e em todos os browsers de navegação para internet e, atualmente, há uma versão gratuita para o Google Chrome em formato trial (você testa as funcionalidades por um tempo e recebe um aviso se quer continuar com a versão ‘turbinada’). Ele também te ajuda a diversificar mais o seu texto melhorando e aumentando seu vocabulário, por meio da identificação de contextos das frases, resolve os problemas de pontuação como pontos e vírgulas, sendo até sensível às variantes americanas e britânicas do idioma. E umas das principais qualidades é a capacidade de identificar plágios, fazendo uma varredura em textos disponíveis na web, procurando também por referências bibliográficas. É a melhor ferramenta on line para correção ortográfica do inglês. Acesse o Grammarly agora e baixe a versão trial para seu navegador de forma gratuita.

5- Customize seu currículo para cada programa de mestrado

Cada programa tem a sua particularidade e o seu currículo deve refletir isso, ou seja, é importante que você tenha o cuidado de demonstrar que as suas experiências são relevantes para o contexto do programa escolhido e que você estará apto a aprender e até mesmo ensinar muito sobre o tema do programa. 

6- Evite colocar informações pessoais no currículo

Evite entrar em detalhes de informações como estado civil, afiliação religiosa ou origem étnica. Em países como Canadá e Estados Unidos não é de bom grado colocar informações como essa. Tais informações podem até desclassificar uma candidato caso sejam usadas. Esses dados, provavelmente, deverão ser informados no application.  
Evite também abordagens super criativas, por exemplo, se você está aplicando para um programa da área do Direito, você não deverá fazer um currículo como se tivesse sido feito por um designer e vice-versa. 

7- Cuidado com a quantidade de páginas do seu currículo

Privilegie a clareza e a organização do seu currículo e se preocupe com o tempo que o avaliador levará para ler, portanto, pense em duas páginas como um tamanho máximo ideal, pois imagine só a quantidade de currículos que os avaliadores terão para analisar. Há exceções de currículos para a candidatura para um doutorado, por exemplo, no qual esse tipo de currículo é mais dissertativo, mas é sempre bom avaliar as informações nas condições de candidatura que estarão dispostas no site do programa/instituição.

As dicas parecem simples, e são. Mas muitas vezes não atentamos para elas. Eu tenho muita certeza de que se aplicadas corretamente farão seu currículo brilhar na seleção para um mestrado no exterior. 
Boa sorte na hora de fazer o seu!!! 
Se quiser uma revisão do seu CV ou resumé, ou mesmo das cartas de motivação ou personal statements, envie um email para [email protected] e solicite uma cotação. Terei o maior prazer em poder te ajudar.

Até a próxima e um abraço!
Marina.